13 de julho de 2012

Aceleramos a nova CBR 1000 RR Fireblade 2012


Honda
Honda CBR 1000RR tem 178 cv muito bem distribuídos
Imagine-se a bordo de um esportivo puro sangue, como um Porsche 911 Turbo, com seus 530 cv prontos para serem atiçados. A 100 km/h, o pé direito vai ao fundo, o ponteiro do conta-giros sobe lá no alto e, de repente, passa uma moto compacta rasgando rumo à barreira dos 300 km/h... Após algum tempo, o carro poderá alcançar e até passar a moto, mas é preciso paciência. Poucas motos conseguem um trunfo desses. Quando isso ocorre, são modelos a partir de 750 cc, derivados das pistas do Mundial de Moto GP. Ótimo exemplo para este “causo” é a 8ª geração da Honda CBR 1000 RR, mais conhecida como Fireblade.
Embora não tenha mudado tanto em relação à versão anterior, a 1000 da Honda recebeu detalhes dignos de suas décadas de estradas e pistas. Considerada uma superesportiva dócil entre quem entende do assunto, ela entrega de maneira linear seus 178 cv de potência máxima (a 12.000 rpm). Para provar a história do combate com um supercarro, basta observar seu peso: exatos 178 kg – contra 1.584 kg de um 911 Turbo. Ou seja, cada cavalo da Fireblade move apenas um quilo, contra 0,33 cv/kg do carro em questão. Praticamente uma moto de corrida amansada. E, o melhor: emplacada!
Honda
Extremidades mais leves foi melhoria retirada de testes nas pistas de competição
Prontas respostas. Sempre
Entre as principais mudanças no modelo 2012 está o alívio de peso nas extremidades da moto, outra melhoria vinda das pistas. Assim, as rodas de três pontas grossas deram lugar a outras mais leves, com doze pontas finas. Isso melhora inclusive o efeito giroscópico em altas velocidades.
Suspensões foram recalibradas, com pistões mais largos no garfo (Showa) e seis diferentes ajustes na dianteira. O link traseiro incorpora a fixação do amortecedor (em vez de ficar junto ao quadro) de maneira a não transmitir as vibrações para o piloto. Atrás, pode-se regular compressão e retorno da mola.
Outra característica bem-vinda do Moto GP foi o uso de embreagem bi-partida. Quando se acelera, o acoplamento é feito em dentes retos, minimizando a perda de potência para roda traseira. Ao cortar aceleração ou reduzir marcha, são dentes cavos que entram em ação. Assim, anula-se o risco da roda traseira ir travando e quicando contra a pista, algo perigoso e comum em esportivas.
No motor, a central de injeção foi reprogramada de maneira a acabar com “buracos” existentes em baixas e médias rotações. Algo possível graças aos dois injetores por cilindro: acima de 5.500 rpm, a bancada superior de bicos entra em ação.
Honda 
Com quatro cilindros em linha – montados em blocos separados – e duplo comando para as 16 válvulas – , o motor de 999 cc gera mais torque do que um motor de carro similar: 11,4 kgfm a 8.500 rpm. Graças às melhorias no mapeamento da injeção, 80% deste valor já aparece nas 5.000 rpm.
Grande parte desta elasticidade também se deve ao escapamento com três caminhos diferentes, que também causa agradável mudança no ronco à medida que se acelera fundo. Até 4.000 rpm, os gases percorrem um caminho mais longo. Acima disso, uma válvula mecânica libera um caminho intermediário. Isso se mantém até 7.000 rpm, quando uma segunda válvula (eletrônica) fecha o caminho do meio e abre os caminhos curto e o longo, liberando as duas saídas do compacto escape em aço inoxidável. A potência é audível e aparece de forma instantânea. Tanto é que, em primeira ou segunda marchas, é preciso saber domar a compacta Fireblade para a frente não levantar do solo. Mesmo que isso ocorra em velocidades mais altas, o amortecedor de direção progressivo entra em ação, tornando a dianteira mais firme.
Autoesporte testou o novo modelo 2012 da CBR no Autódromo Capuava, em Vinhedo (SP), e atesta: é uma esportiva multiuso. Desde os pilotos iniciantes até os mais experientes irão se satisfazer, pois ela consegue agregar docilidade à adrenalina. Em segundos!
Honda
Pneus 120/70 ZR 17 na dianteira e 190/50 ZR 17 na traseira garantem ótimo grip
Em curvas, a suspensão firme, junto aos largos pneus – 120/70 ZR 17 (D) e 190/50 ZR 17 (T) – garantem ótimo grip. Caso o piloto fique muito animado, a CBR costuma avisar antes a hora de aliviar o acelerador – embora fique devendo o controle de tração. Visualmente, as mudanças foram poucas: o eficiente quadro em “U” é o mesmo, mas a dianteira é nova, bem como o farol, as laterais e os adesivos. A rabeta agora é mais larga e acomoda mesma lanterna transparente, com iluminação por leds.
Capítulo à parte é o novo painel digital. Completíssimo, agrega marcha engatada, marcador de consumo (médio ou instantâneo), cronômetro e cinco leds programáveis para as trocas de marchas (shift-light).
Conclusão
CBR 1000 RR Fireblade continua uma esportiva tradicional em nosso mercado. Permanece feroz, só que agora mais bela e “domável”. Em time que está ganhando, a montadora oriental mexeu pouco. E com critério. Assim, quer vender 100 unidades mensais. Disponível nas cores branca, preta ou vermelha (esta a única com ABS e distribuidor eletrônico de frenagem, por R$ 62.900), a Fire Blade é importada do Japão. Seu preço base é de R$ 56.900 e a garantia de um ano, sem limite de quilometragem.
Honda
Fonte: autoesporte.com 

Suzuki reestiliza Grand Vitara no Japão


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Atualmente na terceira geração, o Escudo acaba de receber seu segundo facelift desde 2005, quando foi lançado
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Reestilização removeu estepe da tampa traseira
A matriz da Suzuki no Japão anunciou essa semana a chegada da linha 2013 do jipinho Escudo – vendido no Brasil e em diversos países como Grand Vitara. A principal novidade do leve facelift é a retirada do estepe da tampa traseira, uma marca do utilitário compacto desde sua primeira geração. O pneu sobressalente foi deslocado para a parte inferior do veículo (abaixo do porta-malas). No design frontal, as mudanças foram mais intensas. A montadora redesenhou grade e para-choques, e os faróis agora exibem máscaras negras. Outra novidade é o espelho sobre o para-lamas esquerdo, para auxiliar nas aventuras "off-road".

Embora as mudanças tenham sido comedidas, o Grand Vitara japonês ficou bem mais arrojado visualmente. Já por dentro, o utilitário segue igual – de novo, só cores para os tecidos e alguns materiais. A mecânica também é a mesma. No Japão, há várias opções de motores. Por aqui, o jipinho é vendido apenas com o bloco 2.0 16V de 140 cv de potência. Há opções de câmbio manual de cinco marchas e automático de quatro velocidades. A tração é sempre integral (4X4) com reduzida e bloqueio do diferencial. Por enquanto, não há informações sobre a reestilização do Grand Vitara no Brasil.


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VW Parati começa a se despedir do mercado


Volkswagen
VW suspendeu pedidos do carro, que pode ter deixado de ser produzido
Rumores na internet apontam para o fim da produção da Parati. A última unidade teria saído da linha de montagem em junho. Nas concessionárias, porém, as informações são controversas. Ao perguntar o preço do carro, é comum ouvir "ih, a Parati já saiu de linha!" ou "não vende mais. A fábrica não produz faz um mês!". Há quem garanta que o fornecimento para frotistas, e só para eles, segue normal. Mas um informe enviado pela VW para as autorizadas comunica que as revendas não devem aceitar mais nenhum pedido do carro. Veja o queAutoesporte apurou.
Na capital paulista, os lojistas dizem que não há estoque nem para atender frotistas - foco principal do modelo. "Nós só recebíamos sob encomenda", afirma um. "Nos últimos tempos, o carro estava com até 20% de desconto. Mas a montadora pedia 120 dias para produzir e entregar. Talvez você encontre alguma coisa no interior", comenta outro.

Seguindo a recomendação do vendedor, procuramos duas lojas em Ribeirão Preto. Na primeira, recebemos a informação de que o carro ainda é vendido para pessoa jurídica e que não deixou de ser produzido. O vendedor chega a dizer que conseguiria entregar as cinco unidades que pedi em 30 dias. Na cor branca e com ar-condicionado (direção hidráulica é de série, segundo o lojista), o modelo foi oferecido por R$ 33.400. Na segunda revenda, a pessoa que nos atende fala que a VW já vinha desacelerando a produção e que a última notificação aponta o fim da montagem do carro.

Em Taubaté, no Vale do Paraíba (SP), o atendente apresenta outra explicação. Ele diz que a revenda recebeu uma circular da VW dizendo que "devido à alta demanda, estava suspensa por tempo indeterminado a entrada de pedidos da Parati". O memorando teria sido distribuído há um mês, em 14 de junho. Justificativa similar foi apresentada pela concessionária de Feira de Santana, na Bahia. No começo da ligação, o vendedor confirma que o veículo só é oferecido para pessoa jurídica e emenda que "no momento" a fábrica não está aceitando encomendas. "A redução do IPI fez com que a procura aumentasse muito", diz. Ainda assim, dá o preço: a básica sai por R$ 31.054.

Já em Curitiba, perguntamos se a VW ainda vende Parati. "Vende e não vende. A fábrica não faz mais para deixar no pátio. Mas sob encomenda posso conseguir", conta o lojista. Ele comenta que a Plus, com ar, direção e trio elétrico, custa cerca de R$ 30 mil. Quando peço para checar o valor, ele retorna ao telefone contando a montadora não está mais aceitando pedidos. Insisto se é por tempo indeterminado. Ele confirma.

Volkswagen

Afinal, como fica?
Através da assessoria de imprensa, a montadora nega o fim da produção. Diz que a perua ainda é feita e que não fala sobre planos futuros. Embora não haja um posicionamento único das concessionárias e a VW não detalhe o que fará com a Parati, é certo que sua produção, se de fato não parou, está em vias de. A montadora está prestes a lançar uma reestilização do Gol e do Voyage e no Salão do Automóvel deve apresentar o Gol G5 duas portas, que marcará o fim da linha para o G4. Sem o hatch, da mesma família daParati, não há motivos para continuar a produção da perua.

No site da VW, a Parati ainda aparece disponível nas versões 1.6 e Surf 1.6. A "station mais jovem do país", como é anunciada pela montadora, tem preço a partir de R$ 39.813 (1.6) e R$ 47.477 (Surf). A perua estreou no mercado em 1982 para ocupar o lugar da Brasília. A última geração foi lançada há sete anos e, de lá para cá, a perua foi cada vez mais deixada de lado - especialmente após a chegada da SpaceFox. (autoesporte)