4 de agosto de 2012

Novo EcoSport x Renault Duster: jipinho renovado já encara rival


 Fabio Aro
O novo EcoSport chega com a missão de recuperar o terreno perdido para o Duster
A Ford não fez questão nenhuma de esconder que a nova geração do EcoSport estava chegando. Desde o dia 4 de janeiro, quando o modelo foi apresentado em forma de protótipo, a marca não parou de fazer ações de marketing para promover o carro. Até uma pré-venda foi realizada em julho, com a oferta de 2.500 unidades. Quem comprasse uma delas garantiria o preço de R$ 53.490 para a versão 1.6 S e de R$ 59.990 para a 1.6 FreeStyle, independentemente da volta do IPI (a SE de R$ 56.490 não foi oferecida). As entregas ocorrerão em setembro, quando o novo Eco enfim chega às lojas.
Com tanta prévia feita pela Ford, inclusive com a divulgação dos preços e conteúdos das versões (haverá ainda as 2.0 FreeStyle de R$ 62.490 e a Titanium de R$ 71.490), restava saber como o EcoSport se comportaria. A segunda geração do jipinho passa a ser global, desenvolvida sobre a plataforma do New Fiesta e com a missão de ser vendida em mais de 100 países. Era de se esperar que a qualidade de construção, a dirigibilidade e os itens de segurança e comodidade atingissem um novo padrão. Para tirar a prova, escalamos a versão 1.6 FreeStyle (que segundo a marca será a mais vendida) para uma viagem-teste ao lado do Renault DusterDynamique 1.6, que custa R$ 54.030
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 Fabio Aro
Segundo a Ford, o estepe na tampa foi mantido por fazer parte da identidade do Eco. Já o Duster tem abertura da tampa para cima, mais convencional 
A diferença de preços se explica pelo conteúdo. O Eco FreeStyle traz de série itens impensáveis para o Duster e seu projeto de baixo custo, como controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampas e sistema de entretenimento Sync (recurso desenvolvido em parceria com a Microsoft que engloba Bluetooth, entrada USB/auxiliar e comandos por voz). Como opcional, o Ford ainda pode receber mais quatro airbags (os laterais e de cortina) e o revestimento de couro nos bancos – esse também oferecido ao Renault. Ambos vêm de série com ar-condicionado, direção assistida, trio elétrico, rodas de liga aro 16, CD player, duplo airbag e freios ABS.
Uma boa notícia para quem se interessou pelo Eco é que a Ford promoveu uma redução de 7,5% no preço das revisões até 60 mil km. E ainda garante que possui a cesta de peças mais barata da categoria. Por fim, a marca fez um plano de seguro em parceria com a Mapfre, que cobra em média 3,6% do valor do carro. Com isso, a apólice da versão FreeStyle sai por R$ 2.141, enquanto a do Duster Dynamique fica em R$ 2.214. A Ford não fala em previsão de vendas, mas é claro que a meta é voltar à liderança do segmento, perdida em alguns meses para o Renault.
 Fabio Aro
Linhas de New Fiesta e ótima posição de dirigir no Ford. Acabamento está mais apurado, mas o painel perdeu a cobertura emborrachada do hatch do qual o Eco deriva
 Fabio Aro
O interior do Duster remete ao Sandero, com plásticos de aparência mais simples e falhas de ergonomia. Bancos são rasos e volante só ajusta em altura
Tamanho é documento?
Segundo pesquisas da Ford, o cliente do Eco estava satisfeito com o porte do carro. Por isso, o comprimento foi mantido em 4,24 m. O que mudou foram as proporções. A frente ficou menor, enquanto a coluna dianteira avançou e está mais inclinada. Ao mesmo tempo, o entreeixos foi ampliado em 3 cm e a largura em 3,1 cm. Quem compra carro por metro quadrado, entretanto, ainda vai ficar com o Duster. O SUV da Renault é claramente mais comprido (7 cm) e largo (6 cm), não negando seu parentesco com a dupla Logan/Sandero – modelos considerados grandes para suas respectivas categorias.
O efeito é que o espaço do Eco está maior, notadamente para os joelhos e cabeça de quem viaja atrás, além do banco ser mais aconchegante que antes. Mas o Duster tem a cabine mais larga, o que facilita o transporte do quinto passageiro (no Ford a coisa aperta). É no porta-malas, porém, que reside a maior diferença: enquanto o Renault tem 475 litros de capacidade (suficiente para as viagens em família), o Eco fica nos 362 litros. O compartimento do Ford cresceu, mas perdeu os práticos porta-objetos que havia nas laterais e na tampa traseira. Pelo menos a tampa ficou mais leve de abrir, ainda que tenha mantido o estepe externo e a abertura lateral – a maçaneta agora é embutida na lanterna esquerda.

 Fabio Aro
Cabine do Eco ganhou espaço no banco traseiro com o aumento no entreeixos, mas o Duster tem maior largura interna. Falta, porém, o cinto de três pontos central no Renault
Mais refinado
Maior, porém, nem sempre significa melhor. E basta entrar no EcoSport para notar que visual e acabamento estão um nível acima do Duster. O painel repete praticamente as linhas do New Fiesta, com a novidade de que agora a iluminação é azulada. O sistema de som tem disposição de botões que lembra um teclado de celular, e há comandos do radio no volante. Pena que o painel tenha trocado a parte superior emborrachada do New Fiesta por um plástico rígido no Eco. O porta-objetos sob o assento do passageiro deu lugar a uma gaveta debaixo do banco (com capacidade menor) e o porta-luvas ganhou refrigeração, mas fica devendo uma simples luzinha.
A posição de dirigir continua elevada, ganhando pontos com o ajuste de altura e profundidade do volante (antes só altura) e o banco mais envolvente. Em termos de ergonomia, a única crítica vai para a posição avançada dos comandos dos vidros elétricos. No começo, é fácil abrir o vidro de trás quando se quer abrir o da frente. Já oDuster deixa a desejar por dentro. Do painel monótono aos plásticos de aparência simples, o Renault não esconde a economia de custos. Ao liberar a trava para ajustar a altura da direção, o volante simplesmente despenca. Os bancos rasos deixam o corpo escorregar. Para piorar, os comandos da ventilação ficam voltados para baixo, e exigem que o motorista desvie a atenção do trânsito.
 Fabio Aro
Quadro de instrumentos do Eco é mais esportivo que o do rival. Iluminação azul será padrão nos próximos Fords
Na cidade
Antes de cair na estrada, um giro urbano revela as características de cada um. O Eco continua um bom “papa-buracos”, mas está claramente mais “carro”. A suspensão ganhou firmeza e a direção elétrica oferece leveza e rapidez na medida para desviar do trânsito. Em resumo, dirigir o Eco novo é quase como dirigir um New Fiesta, só que mais alto. Até o desempenho ficou bem próximo ao do hatch. O motor 1.6 16V Sigma (115 cv e 15,9 kgfm com etanol) continua a responder bem mesmo levando um carro mais pesado – o Eco acusa 1.243 kg na balança contra 1.145 kg do New Fiesta. Um sinal claro do que estou falando é que a aceleração de 0 a 100 km/h consumiu apenas 0,2 s a mais que o hatch, com bons 11,5 s em nossos testes. E o consumo urbano também se manteve próximo ao do hatch, com 8,2 km/l.
No Duster, a direção hidráulica tem movimentos mais lentos e pesados, enquanto a suspensão privilegia o conforto. Mas o desempenho fica bem atrás do rival. A aceleração de 0 a 100 km/h, por exemplo, consome 13,3 s e a velocidade máxima não passa dos 163 km/h – a do Eco é limitada em 180 km/h eletronicamente. Fora isso, o Duster é beberrão: 6,4 km/l de etanol em ambiente urbano.
Na estrada
 Fabio Aro
Porta-malas está mais raso, mas a altura ampliada garantiu maior volume. O compartimento perdeu os porta-objetos nas laterais e na tampa
E enfim adentramos a rodovia. No limite de 120 km/h, o Duster vai fazendo mais barulho que o Eco. O motor 1.6 16V trabalha estrangulado pelo câmbio curto, o que resulta em quase 4.000 giros para manter essa velocidade – sem falar no consumo novamente exagerado, que não passou de 8,1 km/l na estrada, contra 10,6 km/l do Eco. O Renault também apresenta menos material fonoabsorvente, permitindo a entrada de ruídos de vento e dos pneus. Já na estrada de mão dupla, foi a vez de o Ford abrir vantagem nas ultrapassagens, que requeriam mais atenção com o Duster. É que, além de mais pesado (1.258 kg), o Renault tem arrasto aerodinâmico maior e um pouco menos de torque – 15,5 kgfm – embora a potência fique nos mesmos 115 cv do concorrente. 
 Fabio Aro
Grande vantagem do Duster: amplo porta-malas tem capacidade para 475 litros, contra 362 litros do rival
Chega a subida da serra para Campos do Jordão (SP) e novamente as diferenças de projeto vêm à tona. ODuster segue a velha escola de utilitários, com acerto mais macio e curso mais longo de suspensão. A contra-partida é que a carroceria rola mais nas curvas e desvios de direção, embora as bitolas largas garantam estabilidade satisfatória ao SUV derivado do Sandero. Já o EcoSport entra mais firme nos cotovelos, freia com maior precisão e tem câmbio com engates mais justinho.
O maior ânimo do Ford no asfalto se manteve quando pegamos a saída de terra rumo ao Pico Agudo, em Santo Antônio do Pinhal, local de decolagem de asa delta e para-gliders. A subida exigente foi superada pelo Eco o tempo todo em segunda marcha, enquanto o Duster pediu primeira em algumas situações. Aqui, porém, a suspensão mais complacente do Renault absorveu melhor as pedras e erosões do caminho, ao passo que o Ford transmitia os impactos com maior intensidade para a cabine.
Já era quase noite quando finalmente chegamos a Campos do Jordão. Antes do retorno a São Paulo, aquele bate-papo entre os envolvidos na viagem não deixa dúvidas quanto ao vencedor do comparativo: o novo EcoSport não só representa um enorme salto evolutivo em relação ao anterior como também redefine os padrões da categoria. 
 Fabio Aro
Faróis estreitos e grade destacada reforçam a semelhança do EcoSport com o ex-primo rico Range Rover Evoque.
fonte:  Autoesporte

Hyundai divulga vídeo teaser do brasileiro HB20


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Hyundai começa a produzir o HB20 em setembro, na fábrica de Piracicaba (SP); hatch deve partir de R$ 28 mil
A campanha da Hyundai para promover seu novo hatch compacto continua. Após divulgar imagens do HB20, a marca revelou um vídeo-teaser do modelo (logo abaixo). Aos mais curiosos, que estão loucos para ver o carro de perto, resta esperar até o dia 10 de outubro, quando está previsto o início das vendas do modelo no país. Na sequência, o HB20 estreia no Salão do Automóvel de São Paulo, onde os brasileiros terão uma boa oportunidade de conhecê-lo pessoalmente.

O hatch será produzido na fábrica da Hyundai em Piracicaba (SP), a partir de 20 de setembro. Conforme já a montadora já havia divulgado, serão três versões: 1.0, 1.6 e 1.6 automática, com preços estimados a partir de R$ 28 mil, R$ 32 mil e R$ 39 mil, respectivamente. Quando estiver a pleno vapor, em 2013, a fábrica paulista deverá produzir 150 mil carros/ano, contando aí também a carroceria sedã e o crossover, que chegam ao mercado ano que vem. Volkswagen GolFiat Palio e cia que se cuidem.


Fábrica polonesa cria supercupê inspirado em Lamborghini


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Com desenho inspirado no Lamborghini Reventón, Hussarya promete chegar aos 100 km/h em 3,2 segundos
Depois de quatro anos de desenvolvimento, a montadora polonesa Arrinera finalmente divulgou as imagens da versão definitiva de seu superesportivo, batizado de Hussarya. O modelo teve o design inspirado no Lamborghini Reventon, lançado em 2007. Há quem diga que o nome deriva do Pagani Huayra, mas isso não passa de mera coincidência. 

Pode não parecer, mas o cupê que marca a estreia da Arrinera no mercado tem, sim, sua originalidade. Um de seus destaques são os freios auxiliares retráteis aerodinâmicos. Localizados na traseira do carro, eles se levantam em 50 graus quando o Hussarya passa dos 150 km/h. Essa velocidade, porém, não é nada perto da capacidade máxima do superesportivo. Com motorzão 6.2 V8 de 650 cv, ele é capaz de chegar aos 340 km/h. E o tempo necessário para ir de 0 a 100 km/h é de apenas 3,2 segundos.

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Versão definitiva do supercarro polonês, revelada nas fotos, só chegará às lojas europeias no final de 2013
A montadora polonesa ainda não divulgou imagens internas do carro. Por enquanto, é possível dizer que seu exterior passou por uma boa reformulação comparado ao protótipo A.H.1. As portas tipo tesoura foram substituídas por convencionais. As laterais, a traseira e o pára-choque dianteiro foram redesenhados – o último recebeu entradas de ar diferentes. O teto e o compartimento traseiro do motor também exibem novo design. 

E parece que a Arrinera realmente vai acelerar. A marca pretende apresentar até setembro o “33 Series”, uma edição especial e limitada a 22 unidades. O Hussarya já tem até previsão de chegada às lojas. Mas segundo a montadora, o modelo não estreia antes do fim de 2013. 

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Defletores emergem quando o supercupê de 650 cv ultrapassa os 150 km/h; mas a máxima é de 340 km/h